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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Deus criou o macho e a fêmea. E deu a eles o livre arbítrio.

 Primeiramente gostaria de pedir desculpas por ficar tanto tempo sem colocar nada aqui, é que as férias (e a vinda do Carnaval) não ajudam. Enfim, esses dias estava na casa de um grande amigo meu quando fiquei sabendo da notícia de um casal gay que foi expulso do cinema Roxy, na sexta feira (18/02), por estarem se beijando. Segundo o casal, o segurança já estaria olhando estranho para os dois assim que entraram no cinema de mãos dadas. Então sentaram e se beijaram como um casal normal. Foi ai que o segurança pediu para que eles se retirassem do recinto. Um deles até mencionou que se fosse com o segurança e sua esposa ele não ficaria feliz. E o grande argumento dele foi que homem com mulher é diferente. Então o casal reclamou com o gerente, depois foram a polícia. Porém não puderam dar queixa pois o segurança já havia sido demitido. Portanto poderiam entrar com um processo contra o Roxy. No final das contas o "algoz" só foi demitido e provavelmente mais nada irá ocorrer com ele.
  
Claro que eu fiquei com uma cara de idiota quando fiquei sabendo disso. Porque para mim isso não faz o menor sentido. É algo tão simples, porém as pessoas tem o dom de complicar as coisas. O fato de uma pessoa gostar de outra pessoa do mesmo sexo, não está atrapalhando NADA na vida de ninguém! É como um casal hetero normal. A sociedade está cagando se fulano gosta ou não de fulana. Então por que criar um caso enorme e desnecessário se fulano gosta de fulano ou fulana gosta de fulana? É só pensar! E assim as pessoas vão ver que não tem nada demais. Agora, você impedir que essas pessoas fiquem juntas, isso sim está atrapalhando com a vida de alguém, isso sim está fazendo mal a alguém. Ninguém gosta de ser proibido de amar! Ninguém! O problema é que as pessoas acham que um homossexual não é uma pessoa, que eles não tem sentimentos ou coisas do gênero. Isso de um casal gay não poder se casar é uma das coisas mais escrotas que existem. Agora, se fosse proibido que fulano se casasse com fulana, ai eu aposto que todos seriam contra e iam dar algum jeito pra mudar isso. Iriam ficar falando "Deixe eles ficarem juntos! A única coisas que eles querem é se amar". Porra! Com os gays é a mesma coisa. A única diferença é que os dois são do mesmo sexo! Ainda usam aquele argumento de que só um homem com uma mulher podem ter filhos, logo esse é o correto. Então me explique uma coisa, o homem tem a próstata correto? O que faz com que ele chegue ao orgasmo também, sem ser penetrando o seu pênis num orifício. E a mulher tem o clitóris, o que faz com que ela tenha orgasmos sem que tenha um pênis penetrando sua vagina. Resumindo, os dois tem como ter orgasmos num sexo com pessoas do mesmo sexo. Então se o seu argumento é que Deus criou o homem e a mulher para te filhos, o meu é que ele também criou modos de prazeres para aqueles que são atraídos por pessoas do mesmo sexo. Isso para mim é o livre arbítrio que Deus nos deu. Jesus mesmo pregava o amor ao próximo e o carinho. E não esse preconceito pelo gosto de cada um. Como já mencionei lá em cima, um casal homossexual não está fazendo nada de errado. A única coisa que querem é amar. E ninguém gosta de ser proibido de amar. Afinal, a maior lição que Jesus nos deixou foi justamente amar ao próximo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Arme a tenda, o circo começou.

Bem, como estou nos meus últimos dias de aula (graças a Deus!), eu e minha turma fomos assistir as apresentações dos trabalhos de vídeo do segundo ano. Chegamos sem fazer (quase) nenhum barulho e nos sentamos no fundo da sala. Até ai tudo ótimo. O professor então, pediu que o primeiro grupo se levantasse e apresenta-se seu trabalho. Que por coincidência, se tratava de homofobia. Eu já conhecia as peças que estavam apresentando e já imaginava o que eu iria ver, porém tinha aquela esperança de estar errado. Infelizmente eu não estava. Eles começaram mostrando uma matéria do fantástico sobre homofobia, que como sempre dizia que a homofobia aqui no Brasil tinha caído bastante (Aham, sei). Em certa hora eles mostram que 2% das pessoas entrevistadas não respeitariam a homossexualidade na família, 3% não saberiam o que fazer, 94% respeitariam e dentro dessas todas, 54% apoiariam. E em outro momento do vídeo é mostrado que 54% acha que a homofobia deve ser considerado um crime. Então dos 94%, 40% só pensaria em respeitar a homossexualidade caso fosse na própria família e isso se eles não estiverem só falando da boca pra fora, o que é muito fácil. É como diria o velho ditado "pimenta no cu dos outros e refresco". Enquanto a apresentação rolava, notei que um deles olhou para o companheiro e falou sem emitir som: "Fudeu, vai dar merda" ou algo do tipo. Além da minha turma, estavam na sala mais três professores, a vice-diretora e a coordenadora. Da pra imaginar porque ele ficou tão preocupado. Foi então que colocaram a entrevista deles com um homossexual. Eu realmente fiquei com o queixo no chão, não acreditava no que estava vendo. O pior era ver que eles achavam graça no que estava acontecendo! As perguntas eram ridículas e as respostas piores ainda. Todos estavam abestados com aquela palhaçada toda. Menos, é claro, o grupo deles. Assim que terminou, levantei a mão, esperei a autorização e falei:

 - Vocês foram obrigados a fazer esse trabalho? Porque se não foram, nunca deveriam ter feito! Isso foi uma falta de respeito, uma grande palhaçada. Vocês mesmo estavam rindo do que fizeram. Aquele rapaz realmente era gay? 


E claro, o rapaz não era homossexual. E depois descobri que era um dos mais homofóbicos. Segundo um deles, o colocaram, pois ele sabia imitar gay direito. E como pegar um branco racista, pintar de preto e o mandar ficar falando como "negão". Isso não existe! Não existe um jeito negro de falar, um jeito homossexual de falar. Do grupo todo só tinha uma pessoa que eu não esperava que fizesse isso. Assim que tudo terminou, fui até ele. Falei que depois de tudo aquilo, meu respeito por ele tinha caído bastante. Ainda tentaram se explicar, mas não tem o que explicar. Ficamos lá mais um pouco, vimos os outros trabalhos e depois voltamos para nossa sala. Foi o assunto do dia e ficamos horas conversando. Pelo menos, vi que existem pessoas que realmente se importam e que defenderam também. Domingo mesmo, fui na parada gay com meu pai e uns amigos meus. Na qual eles me chamaram e eu chamei meu pai. Eu e o velho ficamos surpreso e felizes com isso, pois mostra que nem tudo está perdido, não é mesmo? E acho que posso dizer que tenho um pouco de influência nisso (Hahaha).