Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de maio de 2011

May It Be

Confesso que estava pensando em abandonar esse blog. Tive alguns problemas pessoais, desilusões e etc. Enfim, realmente pensei em deixar isso tudo de lado. Não tinha vontade de escrever. Pensava "Por que as pessoas vão ligar pro que eu tenho a dizer? Podem gostar na hora, só que depois nem vão lembrar". Claro, eu estava errado. Um dia desse conheci um cara [com a minha idade mais o menos] através do facebook. E fomos conversando tranquilamente. Até que um dia ele veio e comentou sobre meu blog. Falou que gostou muito e fez vários elogios. Eu agradeci e ficou por isso mesmo. Até que ontem, perguntei como ele estava e ele me respondeu que meio mal. Depois me contou que seu pai teria que fazer uma operação no coração. Falou que depois que leu meu blog e viu minha relação com meu pai, começou a refletir sobre ele e o pai. A rever a relação dos dois. E falou que meu blog ajudou muito.
E isso, vocês não tem idéia de como me tocou na hora. Me fez ver, que não é porque você está com problemas que os outros não estão. E acho que essa foi a primeira vez que vi que esse blog está realmente ajudando alguém. Que ele realmente mexeu com alguém. E isso me deixou muito feliz, muito tocado. Antes eu tinha aquele pensamento de que não estava mudando nada. Agora já penso "Eu posso realmente ajudar alguém com algumas palavras. Tudo que eu escrevo pode levar felicidades a alguém". Todos nós podemos, de alguma forma, ajudar a quem precisa. Basta termos boa vontade. E nunca desistirmos das nossas coisas e lembrar que todos passam por problemas. Todos os problemas só servem para nos amadurecer mais e mais.
E por mais que tudo pareça perdido, olhe novamente a sua volta. Não olhe somente para as coisas ruins, note todas as coisas boas que acontecem. Não só na sua vida, como no mundo também. Só podemos dizer que algo está totalmente perdido quando olharmos para todos os lados e não vemos esperança. E uma coisa eu posso te dizer, ainda não é tempo de falarmos que não há esperança.

Geralmente gosto de escrever ouvindo música e por acaso quando estava escrevendo mais pro fim, ouvi uma que não conhecia ainda. E vamos dizer assim...caiu como uma luva.



sábado, 8 de janeiro de 2011

A paixão de um amor.

Esses dias uma amiga minha veio falar comigo que não gosta de se apaixonar, que acha a paixão uma coisa errada. E um outro amigo meu acha justamente o contrário. Para ele as pessoas deveriam se apaixonar, justamente por ser quando os sentimentos são mais intensos. Eu não concordo com nenhum dos dois. Para mim todos nós devemos nos apaixonar por algo, para depois podermos passar a amá-lo. Então não podemos simplesmente ignorar a paixão. Mas também não podemos ficar nela para sempre. Pois a paixão é o lado não saudável do amor. É o lado do exagero. Onde tudo que você sente por alguém é mais intenso e devido a isso o sofrimento acaba sendo muito maior. Acaba virando um vício. Só se pensa naquilo, tudo te faz lembrar. Uma música, um perfume, um momento, um filme, uma palavra, um texto ou um poema.


Porém, só depois de nos apaixonarmos podemos ver se vale realmente a pena amar. Então é quando entramos no lado saudável, o lado da harmonia e do equilíbrio. Onde se dá e se recebe. E não digo só em relações amorosas. Isso também serve para amizades. Quando no início se está "apaixonado" por aquela nova amizade, tudo que fazem é ótimo e são quase como melhores amigos. E com o tempo se vai vendo, se vale a pena amar aquela pessoa ou não. Se deposita a confiança naquela pessoa, e assim vai. Depois que você já passou a parte da paixão e chegou no amor, podem ocorrer brigas e discussões. Mas logo estará tudo bem. São aquelas clássicas "brigas de irmãos".

Mas as pessoas levam tudo ao extremo. Ou não se apaixonam por ninguém ou querem se apaixonar. E depois acabam sofrendo muito mais e acabam se lamentando pelos cantos. Nada deve ser levado ao extremo. Tudo deve ser moderado e assim chegará ao equilíbrio que todos tanto procuram. Espero que nesse ano de 2011 as pessoas usem mais a sabedoria e sejam mais sensíveis em questão ao amor e a paixão. Afinal, só é capaz de ter um através do outro.



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

E o prêmio dardos vai para....

Ontem depois de voltar da "noitada", entrei em meu blog e foi com um susto (e um imenso prazer) que recebi esse tão honorável "prêmio dardos" de meu querido amigo blogueiro David. Podemos dizer que sou apenas um bebê nesse mundo de blogs e ter recebido tal homenagem  foi algo que realmente me deixou muito contente. Pois esse prêmio é dado aqueles que cujo blog, é bem escrito e exerce uma certa relevância. Seja contando histórias, seja fazendo críticas, contos, poesias e etc. Não deixem de conhecer o David e seu divertido blog Era uma vez , onde ele narra (Como ninguém!) suas tantas aventuras de vida.

“Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.

Ao receber o prêmio o blog deve também indicar outros blogs.

Aos indicados, para que este incentivo não acabe, peço a vocês que sigam estas instruções:

1) Você deve exibir a imagem do selo em seu blog;

2) Você deve linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;

3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;

4) Avisar os escolhidos, claro!

E meus blogs e blogueiros escolhidos  para receber essa homenagem são:

Matheus Esperon (e sua equipe) no Isto Era - Um inteligente e divertido blog de notícias, críticas e parodias.

Martha Asfora em Ateliê Urbano - Blog feito para todas as mulheres, com uma grande variedade de bolsas, mochilas, barraquinhas de praia e etc. E aos homens que desejam presentear sua filha, mãe, esposa e cia
(Haha).

Mauricio Coutinho em Papai Gay - Conceitos, pré-conceitos, opiniões, exclamações e neuroses de um papai gay tentando viver num mundo homofóbico e preconceituoso sem enlouquecer!

E mais um vez agradeço ao querido David pela sua indicação e desejo a todos uma ótima semana.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Arme a tenda, o circo começou.

Bem, como estou nos meus últimos dias de aula (graças a Deus!), eu e minha turma fomos assistir as apresentações dos trabalhos de vídeo do segundo ano. Chegamos sem fazer (quase) nenhum barulho e nos sentamos no fundo da sala. Até ai tudo ótimo. O professor então, pediu que o primeiro grupo se levantasse e apresenta-se seu trabalho. Que por coincidência, se tratava de homofobia. Eu já conhecia as peças que estavam apresentando e já imaginava o que eu iria ver, porém tinha aquela esperança de estar errado. Infelizmente eu não estava. Eles começaram mostrando uma matéria do fantástico sobre homofobia, que como sempre dizia que a homofobia aqui no Brasil tinha caído bastante (Aham, sei). Em certa hora eles mostram que 2% das pessoas entrevistadas não respeitariam a homossexualidade na família, 3% não saberiam o que fazer, 94% respeitariam e dentro dessas todas, 54% apoiariam. E em outro momento do vídeo é mostrado que 54% acha que a homofobia deve ser considerado um crime. Então dos 94%, 40% só pensaria em respeitar a homossexualidade caso fosse na própria família e isso se eles não estiverem só falando da boca pra fora, o que é muito fácil. É como diria o velho ditado "pimenta no cu dos outros e refresco". Enquanto a apresentação rolava, notei que um deles olhou para o companheiro e falou sem emitir som: "Fudeu, vai dar merda" ou algo do tipo. Além da minha turma, estavam na sala mais três professores, a vice-diretora e a coordenadora. Da pra imaginar porque ele ficou tão preocupado. Foi então que colocaram a entrevista deles com um homossexual. Eu realmente fiquei com o queixo no chão, não acreditava no que estava vendo. O pior era ver que eles achavam graça no que estava acontecendo! As perguntas eram ridículas e as respostas piores ainda. Todos estavam abestados com aquela palhaçada toda. Menos, é claro, o grupo deles. Assim que terminou, levantei a mão, esperei a autorização e falei:

 - Vocês foram obrigados a fazer esse trabalho? Porque se não foram, nunca deveriam ter feito! Isso foi uma falta de respeito, uma grande palhaçada. Vocês mesmo estavam rindo do que fizeram. Aquele rapaz realmente era gay? 


E claro, o rapaz não era homossexual. E depois descobri que era um dos mais homofóbicos. Segundo um deles, o colocaram, pois ele sabia imitar gay direito. E como pegar um branco racista, pintar de preto e o mandar ficar falando como "negão". Isso não existe! Não existe um jeito negro de falar, um jeito homossexual de falar. Do grupo todo só tinha uma pessoa que eu não esperava que fizesse isso. Assim que tudo terminou, fui até ele. Falei que depois de tudo aquilo, meu respeito por ele tinha caído bastante. Ainda tentaram se explicar, mas não tem o que explicar. Ficamos lá mais um pouco, vimos os outros trabalhos e depois voltamos para nossa sala. Foi o assunto do dia e ficamos horas conversando. Pelo menos, vi que existem pessoas que realmente se importam e que defenderam também. Domingo mesmo, fui na parada gay com meu pai e uns amigos meus. Na qual eles me chamaram e eu chamei meu pai. Eu e o velho ficamos surpreso e felizes com isso, pois mostra que nem tudo está perdido, não é mesmo? E acho que posso dizer que tenho um pouco de influência nisso (Hahaha).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Meu pai é gay, queridos.

Nesse primeiro post vou falar um pouco sobre uma experiência que eu tive a 11 anos atrás. Nessa época eu tinha 8 anos e minha mãe me perguntava com muita frequência se eu achava que meu pai podia ser gay ou caso ele fosse, se eu ainda o amaria. E eu estava sempre dizendo que não achava que ele fosse e mesmo que fosse, sim, continuaria a ama-lo da mesmo forma que o amava. Um dia fizemos uma viagem pra Petropolis somente eu e ele. E como estavamos sozinhos e em um lugar bem tranquilo, ele viu a melhor oportunidade para me contar que realmente era gay. Não me lembro com exatidão como foi nossa conversa, porém ele já me contou algumas vezes e também no blog dele (papai gay) o primeiro post conta sobre esse dia. Me lembro mais que no começo foi dificil pra mim, não pelo fato dele ser gay e sim pelo fato das pessoas quererem bater ou zua-lo por ser gay. Lembro que nessa época andava muito nervoso e a minha cabeça ficava a mil, achava que meu pai podia ter mais coisas escondidas, porque como tinha sido o último a saber fiquei com isso na cabeça. Claro que meu pai me contou cedo, eu tinha apenas 8 anos, só que naquele momento pra mim ele deveria ter me contado mais cedo. Então acabei indo pra psicóloga, o que foi bom até, porque o psicólogo na verdade esta ali pra te escutar, fazendo você pensar que esta contando pra alguém que quer te ouvir, só que você na verdade esta falando com você mesmo. Você está se ouvindo e assim se auto ajudando. Acho que cheguei a ficar 1 ano ou um pouco mais indo nela, só que tenho que admitir, depois de um tempo eu ia mais pra jogar Dama, porque já tinha me resolvido a muito tempo. Minha relação com meu pai sempre foi ótima e graças a ele tenho uma cabeça muito boa. Não só em relação a homossexualidade, também me fez ser uma pessoa mais culta e uma pessoa mais ligada a arte. Me lembro que sempre acabava conversando com todos os amigos dele, era o tipo de criança que gostava mais de ficar conversando com um adulto do que ficar brincando no parquinho com os outros da minha idade (Hahaha). Por isso sou muito grato a tudo que ele me ensinou e ainda me ensina, claro que minha mãe também ajudou muito! Só que aqui o assunto sou eu e o velho (Hahahaha)!! Fico horrorizado quando vejo pessoas falando que se tivesse filhos homossexuais iriam expulsar de casa, bater nos filhos..... Pessoas falando que gay bom é gay morto, eu me pergunto : "Essa pessoa é realmente feliz?"
Com certeza não são, se fossem realmente felizes, não iriam querer destruir a felicidade dos outros, não veriam a violência como uma solução.....As pessoas não vem que os homossexuais são seres humanos como qualquer outro! Meu pai tem um namorado que mora com ele e todo fim de semana eu passo com eles e é a mesma coisa que a minha mãe com o marido dela, continua sendo uma família da mesmo forma que qualquer outra! Hoje em dia estou com 19 anos e realmente espero que minha história ajude a fazer (mesmo que poucos) os outros notarem que o homossexual não é nenhuma aberraçao e sim uma pessoa que tem os mesmo direitos de todos!